segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Bacia do Rio Doce

Pequena  Ilha no Rio Doce - divisa: São Domingos do Prata e Rio Casca
Cobrança da água na Bacia do Rio Doce

Com a previsão de arrecadação em torno de R$ 5,7 milhões, começa este ano a cobrança pelo uso da água na bacia do rio Piracicaba e nas demais bacias mineiras que compõem o Rio Doce. Esta cobrança é um dos instrumentos previstos na Lei nº9.433/97, que institui a Política Nacional dos Recursos Hídricos. O objetivo é reconhecer a água como bem econômico, incentivar o uso racional e gerar recursos financeiros para investimentos na recuperação e preservação dos recursos hídricos. 

Conforme a Deliberação Normativa Nº15/11 que aprova a metodologia e os valores de cobrança pelo uso de recursos hídricos na bacia, serão cobrados no primeiro ano R$ 0,018 por cada mil litros de água retirada do rio Doce e R$ 0,10 por cada quilo de carga orgânica lançada. Esses valores foram fixados a partir de um pacto entre usuários, sociedade civil e poder público no âmbito do respectivo Comitê de Bacia, e aumentarão progressivamente ao longo dos anos.
Ponte do valão -  S.Domingos do Prata e Rio Casca
Os valores arrecadados serão aplicados exclusivamente em projetos de proteção ambiental e saneamento nas bacias que compõem o rio Doce. Quem pagará pelo uso da água são os usuários sujeitos à outorga (autorização que concede o direito de uso da água, com finalidade específica, por prazo determinado) e que usam uma quantidade significativa de água com o objetivo de aferir lucro, como: as indústrias, mineradoras, prestadoras de serviço de abastecimento urbano e fazendas que usam a água para irrigação.

A bacia do rio Doce possui 86.711 Km². Desses, 86% estão em território mineiro e o restante no Espírito Santo. Os principais rios de Minas Gerais que compõem a bacia do Rio Doce são: Piranga, Santo Antônio, Suaçuí Grande, Caratinga, Piracicaba e Manhuaçu.
Imagem do Rio Doce
É uma notícia que nos interessa, pois o Rio Doce está à margem esquerda do distrito de Ilhéus da Prata, município de São Domingos da Prata. Faz divisa com os municípios de Rio Casca e Sem Peixe, são aproximadamente 5 km em seu território, entre as fazendas do Paraiso e Jatiboca.
Saudações!
Serginho Rocha

Nota: Cobrança pelo Uso de Recursos Hídricos é um instrumento econômico de gestão das águas previsto na Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei Federal N.º 9.433, de 08 de janeiro de 1997 e na Política Estadual de Recursos Hídricos de Minas Gerais, instituída pela Lei Estadual 13.199, de 29 de janeiro de 1999, tendo sido regulamentada nesse Estado pelo Decreto 44.046, de 13 de junho de 2005. 

Fonte: http://www.igam.mg.gov.br/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Escolas de Referência

Pátio da E E Major Oliveira
Conforme divulgado no Site da Secretaria Regional de Educação - SRE Nova Era, as Escolas Estaduais Major Oliveira e Marques Afonso foram consideradas há pouco tempo atrás, como Escolas de Referência. É uma notícia digna de registro neste blog. Como ex-aluno, sinto-me duplamente orgulhoso e ao mesmo tempo, privilegiado por ter freqüentado Escolas públicas de qualidade que ao longo de sua história alcançaram nível de excelência e reconhecimento das comunidades escolares.
Saudações, 
Serginho Rocha.
Abaixo, divulgação do SITE - SRE Nova Era.

 Escolas-Referência, Escolas de Excelência!

Esse é o ideal de escola pública de excelência que alimenta o Projeto Escolas-Referência da Rede Estadual de Minas Gerais, o qual pretende fazer de cada escola, que já se aproximou, o que está mais próxima desse ideal, um ponto de irradiação da mudança no sistema de ensino. 

O Projeto Escolas-Referência é um exemplo bem sucedido de projeto com foco bem definido. Ele reúne escolas que, pelo trabalho que já realizaram ou que ainda vêm realizando, conseguiram alcançar o reconhecimento da comunidade em que atuam. 

O compromisso do Projeto Escolas-Referência é com o ideal da construção de uma escola pública de excelência para todos.As Escolas-Referência têm como foco o desempenho escolar dos alunos, convergindo todas as ações cotidianas para melhorar a aprendizagem destes alunos, devendo atuar como: Um grupo socialmente competente constituído de pessoas reflexivas, que se envolvem diante das dificuldades, formando alunos com chance de terem sucesso em seus projetos de vida.

O desafio é tornar a escola pública capaz de assegurar a todos o direito constitucional à educação, entendido não apenas como direito de acesso e permanência na escola, mas também como garantia das condições formadoras necessárias à construção dos conhecimentos indispensáveis à compreensão e atuação sobre a realidade.

O Projeto que iniciou em 2003, implantou, no decorrer dos anos, melhorias significativas nas Escolas: Grupos de Desenvolvimento Profissional – GDP, cujo objetivo é o de capacitar extra-turno, continuamente, os professores das Escolas-Referência, no decorrer do ano.  Os projetos de GDP que estão sendo desenvolvidos pela Escola já foram aprovados pela Secretaria de Estado da Educação.Aprofundamento de Estudos – Era um programa de ações específicas do projeto Escolas – Referência, que tem como objetivo preparar o aluno no processo ensino aprendizagem. Atualmente está alcançando as escolas estaduais de ensino médio. As aulas podem ser dadas nas áreas de ciências humanas, biológicas e exatas, visando alunos do 2º e 3º anos das Escolas Referências, a fim de prepará-los para o vestibular. 

As Escolas-Referência de nossa jurisdição são: - E.E. Antonino Ferreira Mendes; do município de Rio Piracicaba. - E.E. Prof. Alcides Fernandes de Assunção; do município de Ferros. - E.E. Prof. Emílio Pereira de Magalhães; do município de Itabira. - E.E. Major Lage, do município de Itabira. - E.E. Trajano Procópio A S Monteiro, do município de Itabira. - E.E. Mestre Zeca Amâncio, do município de Itabira. - E.E. Dr. Geraldo Parreiras, do município de João Monlevade. - E.E. Luiz Prisco de Braga, do município de João Monlevade. - E.E. Santana, do município de João Monlevade. - E.E. Major Oliveira, do município de São Domingos do Prata. - E.E. Marques Afonso, do município de São Domingos do Prata. - E.E. Nossa Senhora de Fátima, do município de Nova Era. - E.E. José Modesto de Ávila, do município de Bela Vista de Minas. 

Dentro do Projeto Escolas-Referência existe o Programa de Desenvolvimento Profissional (PDP) que é voltado para o desenvolvimento e valorização profissional dos professores. Orientados por profissionais experientes na formação de educadores, o programa adota estratégias básicas, como a formação de Grupos de Desenvolvimento Profissional (GDP), que atuam no desenvolvimento profissional dos educadores considerando o cenário de reformulação da educação básica em Minas Gerais.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A escola da família


Achei interessante a reportagem publicada na revista NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, Edição 003, onde faz abordagem sobre a relação da escola e a família. È bom refletir sobre este assunto neste momento conturbado da Escola Estadual Major Oliveira, que está sendo parcialmente fechada e perdendo a chancela do Governo do Estado. Segue alguns tópicos da matéria...

“ A escola da família - Aproximar os pais do trabalho pedagógico é um dever dos gestores. Está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): as escolas têm a obrigação de se articular com as famílias e os pais têm direito a ter ciência do processo pedagógico, bem como de participar da definição das propostas educacionais. Porém nem sempre esse princípio é considerado quando se forma o vínculo entre diretores, professores e coordenadores pedagógicos e a família dos aluno.”

“No Brasil, o acesso em larga escala ao ensino se intensificou nos anos 1990, com a inclusão de mais de 90% das crianças em idade escolar no sistema. Para as famílias antes segregadas do direito à Educação, o fato de haver vagas, merenda e uniforme representou uma enorme conquista. "Muitos pais vêem a escola como um benefício e não um direito e confundem qualidade com a possibilidade de uso da infraestrutura e dos equipamentos públicos. Isso de nada adianta se a criança não aprender", afirma Maria do Carmo Brant de Carvalho, coordenadora geral do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em São Paulo."

“A escola foi criada para servir à sociedade. Por isso, ela tem a obrigação de prestar contas do seu trabalho, explicar o que faz e como conduz a aprendizagem das crianças e criar mecanismos para que a família acompanhe a vida escolar dos filhos. "Os educadores precisam deixar de lado o medo de perder a autoridade e aprender a trabalhar de forma colaborativa", afirma Heloisa Szymanski, do Departamento de Psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.”

“Um estudo realizado pelo Convênio Andrés Bello - acordo internacional que reúne 12 países das Américas - chamado A Eficácia Escolar Ibero-Americana, de 2006, estimou que o "efeito família" é responsável por 70% do sucesso escolar. "O envolvimento dos adultos com a Educação dá às crianças um suporte emocional e afetivo que se reflete no desempenho", afirma Maria Amália de Almeida, do Observatório Sociológico Família-Escola, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)."

"Informar a comunidade sobre o andamento da escola - Demonstração de respeito e transparência” Ferramentas tradicionais, como murais, bilhetes, diário dos alunos e demais comunicados impressos, são instrumentos que servem para informar sobre o funcionamento da escola, prestar contas, convocar reuniões e compartilhar os projetos em andamento. Na era da informática, as escolas com computador e acesso à internet podem ter outros canais de comunicação que facilitem a interação. A criação do site da escola com espaço para comentários dos visitantes, de listas de discussão, fóruns e blogs é um exemplo. Os resultados de avaliações como a Prova Brasil e as feitas por sistemas estaduais e municipais, pela importância que têm para o diagnóstico da escola e o planejamento de ações futuras, não devem ser comunicados por escrito. Eles merecem ações mais formais de divulgação. Para eles, convoque uma reunião específica com pais, funcionários e equipe pedagógica da escola para discutir os dados.”

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Escola Estadual "Major Oliveira"

A história
É oportuno neste momento, resgatar um pouco do passado da Escola da Estadual “Major Oliveira” que hoje, é alvo de preocupação da comunidade de Ilhéus do Prata. Segundo informações, inclusive registrada neste blog, lamentavelmente, está ameaçado de perder o Status de Escola Estadual ou até mesmo, ter as suas portas fechadas. Este educandário é a extensão de nossas casas e parte integrante da história de ilhéus do Prata. Seu papel não se restringe apenas em ensinar a ler, escrever e formar pessoas de bem, mas também, oferecer condições para que as famílias possam criar seus filhos sem a necessidade de abandonar suas origens e deixar de gerar suas próprias receitas com o trabalho no campo.
Antonio de Oliveira, conhecido Major Oliveira, fundou a escola nos idos de 1900, cujo objetivo maior era iniciar o processo de alfabetização, ensinando o famoso “Bê a Bá”, no entanto, a presença da escola naquele momento era importante para consolidar o distrito com suas funções públicas. Até o inicio da década de 60, funcionou precariamente como escola primária em uma casa na rua de cima, localizada próximo a Igreja.
Foram épocas difíceis, marcado pela falta de recursos materiais e humanos. Em 1961, foi construído na rua da baixada, em terreno cedido por meu avô José Cotta Martins, as novas dependências da Escola. Era uma construção feito de chapas galvanizadas pré moldadas, que apesar de ser uma melhoria, ainda apresentava muitas deficiências e desconfortos para os alunos. Neste período, foi introduzido o 4º ano ou 4ª série, e a Instituição iniciava a adequação do corpo docente para atender as exigências dos órgãos superiores.
Era claro a necessidade de melhorar a estrutura física e modernizar Escola. Em Julho de 1983 foi inaugurado um novo prédio, onde funciona até os dias de hoje. Atende o nível fundamental e contabiliza aproximadamente 60 alunos. Este número no passado chegou a superar 400 alunos.
Vamos lutar e mobilizar para manter esta Instituição de Ensino na ativa.
Serginho Rocha
Prédio atual da Escola
 Dependências internas
Patrimônio do povo de Ilhéus do Prata

Local onde funcionou a Escola na década de 60 e 70
Escola Estadual Major Oliveira - anos 70

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

E.E. Major Oliveira - anos 60

Com objetivo de resgatar a história e enriquecer o presente, segue abaixo relato da minha mãe que descreve suas experiências em ilhéus do Prata. Ela formou-se em magistério estudando em regime de internato no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte, e depois exerceu o cargo de professora e diretora da Escola Estadual Major Oliveira.
“Serginho meu filho!
Tentei resgatar um pouco de história como funcionária pública (professora). Com ela vivenciei o presente e tentei construir o futuro dos meus ex alunos ensinando-os a amar a Deus e ao próximo e torná-los pessoas úteis a sociedade e a Pátria. “Dos que me destes, nenhum se perdeu”
Tudo começou em 1960, época em que me formei e vim para Ilhéus do Prata, minha terra natal. Fiquei um ano sem trabalhar sempre na esperança de se formar uma classe que seria o 4º ano (como se dizia naqueles tempos), pois havia bastante alunos desejosos de completar o curso primário que era o ponto ápice da cultura daquela terra. Estudar fora era quase impossível.
Graças ao esforço da Inspetora Municipal Dª Maria do Carmo Rolla Perdigão (Dona Lilita Rolla – in memória), em 1962 foi então fundada a 4ª série com mais de 40 alunos, a maioria adolescentes. Eram interessados no aprendizado. Tinham um comportamento exemplar, respeitosos e obedientes. Lembro-me que havia verdadeiros artistas entres eles, embora a comunidade não oferecesse estudo e condições para tal. Havia desenhistas, violonistas, artesões e até poetas. Fazíamos teatro em festas escolares e notávamos a desenvoltura dos atores, artistas e cantores nas demonstrações das peças. Os Pais dos alunos e pessoas da comunidade vinham, algumas vezes de longe, para assistirem as festas e participar com aplausos.
Não posso deixar de destacar nesta página a figura inesquecível de minha Mãe, Dona Dalila Silva (falecida em out/94), que também trabalhava na Escola Estadual Major Oliveira de Ilhéus do Prata como coordenadora. Ela era uma pessoa vibrante, entusiasta e vocacionada ao trabalho com crianças na Escola. Sempre receptiva, alegre e atenciosa com todos, era também uma líder religiosa que atuava em prol do bem estar social naquele pequeno distrito desprovido de conforto. Destacou-se como autodidata e muito nos ensinou, contribuindo assim para o desenvolvimento educativo da Escola.
Tenho saudades das minhas colegas de trabalho, éramos uma equipe coesa. Uma das grandes companheiras naquela época foi Margarida Maria Domingues, minha prima e colega de trabalho. Ajudava-me na confecção de material escolar, pois possuía e possui grandes habilidades e dotes artísticos. Lembro neste momento, do seu Pai Marino Domingues, que era um grande músico e sempre nos ajudando em meio as nossas necessidades. Ele tirava do hinário (livro de canções escolares) e nos ensinávamos às músicas das datas festivas para cantarmos com os alunos.
O material didático daquela década era precário e restrito. Era necessário promover festas juninas e rifas para aquisição de livros, cadernos e lápis. Os mapas geográficos eram feitos a mão e passados nos cadernos dos alunos em folha de carbono. Com o passar dos anos, começamos a receber do Estado os livros para os alunos, mapas e material didático para as professoras. Era um avanço e uma ajuda valiosa para o desempenho do nosso trabalho. A freqüência dos alunos diminuía em período de plantio de milho e feijão, na capina e na colheita. Mas, com esforço e boa vontade conseguíamos recuperar as aulas perdidas. O resultado era o índice bom de aprovação.
Em 1973 mudei-me para a cidade de São domingos do Prata (cidade fácil de ser amada) ficando em meu lugar minha prima e colega Maria Efigênia Frade. Naquela ocasião eu coordenava a Escola em substituição a minha mãe que já havia aposentado. Em São Domingos do Prata, trabalhei por dois anos na Inspetoria Seccional, sobre a direção da Inspetora de Ensino Dona Maria Perpétua Socorro de Vasconcelos Horta. Depois, ingressei-me na Escola Estadual “Cônego João Pio” onde permaneci até a aposentadoria.
Deixei Ilhéus do Prata, minha terra natal, levando comigo muita saudade e grandes experiências adquiridas daquele povo simples, trabalhador e feliz.  Maria Eugenia. “
As professoras usavam na época, cavalos para se locomoverem até a Escola