por Jayme Silva

Grupo Escolar Cônego João Pio

Com quase um século, o Grupo Escolar Cônego João Pio é parte integrante do patrimônio histórico e cultural de São Domingos do Prata. Além d...

domingo, 23 de maio de 2010

Comunidade Barros

Segue mais uma nota atribuida a comunidade de Ilhéus, pelo jornal Tribuna do Prata. Acho interessante reproduzi-lo, mesmo que já tenha sido publicado em outro veículo de comunicação. Aqui ganha visibilidade mais direcionada e também é um assunto que interessa diretamente o povo de Ilhéus. A propósito tenho recebido muitas mensagens de conterrâneos que acompanham e apoiam os temas aqui inseridos.
Saudações! Serginho.


"A EMATER-MG, Associação dos Produtores Rurais da comunidade Barros, distrito de Ilhéus, com o apoio da Prefeitura Municipal, Coolvam, Agroprata, Lana Agrícola, Vidraçaria Pena e Armários Modular realizaram no dia 04 de Novembro de 2009 o 1º Torneio Leiteiro da comunidade. Participaram do evento os produtores Magela(1º lugar com 15,235 kg/dia) Nôca, Ninico, Antônio Mariano, Sorriso,. Tião, Luís, Ronildo, Rafael, Geraldo Perpétuo e Dona Nana, com uma média de 11,860 kg/produtor/vaca/dia. Segundo os técnicos da Emater Aloísio e Nízio, a comunidade está muito organizada, comercializando o leite para a cooperativa Mucuri/Duprata e está celebrando um convênio com a Emater-MG através do Programa Minas Sem Fome para a aquisição de 01 tanque de resfriamento de leite com capacidade para 1.500 litros, o que muito contribuirá para a expansão da produção/produtividade e melhoria da qualidade do leite na comunidade."

criado por tribunadoprata 8:46 — Arquivado em 29/12/09

domingo, 16 de maio de 2010

Poesia para Ilhéus do Prata

Mais uma poesia para os anais de Ilhéus. Ao folhear o Tribuna do Prata, fui surpreendido com um poema sobre nossa terra. Como o assunto tem tudo a ver com o blog, digitalizei para reproduzi-lo na sua originalidade, preservando o formato da divulgação e também, os devidos créditos ao autor.
Aproveito para parabenizar e agradecer ao Barony, pela beleza da poesia, que faz lembrar e perceber que o grande tesouro continua presente naquele local, contagiando e inspirando aqueles que por ali se aventuram.

domingo, 18 de abril de 2010

Resgatar a história

Evidentemente, são poucas as informações públicas de Ilhéus do Prata. Se precisarmos fazer algum tipo de pesquisa ou historiar alguns fatos, vamos encontrar, naturalmente, dificuldades. É bem provável que existam documentos interessantes, na prefeitura, nos arquivos da Escola Estadual Major Oliveira e possivelmente no cartório, mas, trata-se de um acervo restrito e não estratificado. Talvez nos arquivos particulares, principalmente fotografias que repousam esquecidos com membros de famílias da região, possam existir registros valiosos, que são evidencias do nosso passado.

Muitos acontecimentos e fatos permanecem nas memórias das pessoas. São informações vivas que tem valor histórico e podem muito bem serem extraídas e compiladas para algum meio de comunicação atual, principalmente a internet. É possível resgatar e enriquecer a história de Ilhéus, ouvindo os mais experientes, que vivem ou viveram naquele local. Este é também, um dos objetivos deste blog, que está aberto a receber e compartilhar estas informações.

Fontes bibliográficas que tive a oportunidade de ler, até o momento, que contem alguma citação sobre Ilhéus do Prata: “Subsídios para a História”, de Frei Tiago Santiago. É um livro muito conhecido dos Prateanos. Rico de informações do município de São Domingos do Prata.

“História do distrito de Ilhéus do Prata” de Aldircélia Sérvula Rosa de Oliveira e Paula Cristina Frade Santiago. É um livreto de doze páginas, que teve a colaboração de Luciana Leal Oliveira e Maria Efigênia Frade. Recebi um exemplar de uma amiga e prá mim, foi uma grata surpresa. Imagino o trabalho! Parabéns e obrigado pelo bem que vocês fizeram para enriquecer nossa História.

Jayme Silva: discursos – memórias - genealogia”. É um livro que reune parte das escritas do meu bisavô(Jaime Silva). É rico em todos os aspectos e em particular, especial pra mim. Foram reproduzidos apenas 10 exemplares( na época mimiografados) de 138 páginas. Fui agraciado com um exemplar pela minha avó e me sinto com grande responsabilidade de guardar esta preciosidade, que pertence a história e não a mim. Aos poucos vamos explorar este material.

sábado, 10 de abril de 2010

Chico de Fé

Francisco, o Chico de Fé, tornou-se um personagem folclórico no povoado de Ilhéus do Prata. Apesar de religioso, cultivava a Fé em seu nome herdado de sua mãe que se chamava “Fé Esperança e Caridade”. Então, ele era literalmente, o Chico filho da Fé.
Chico me traz boas lembranças. Sempre de bem com a vida, transmitia uma energia boa, esbanjando alegria e simplicidade. Convivi com ele na minha infância e parte adolescência. Com ele aprendi que a liberdade não tem preço e é direito de todos, principalmente dos animais.
Ele era integrante do antigo Congado de Ilhéus e se realizava nas apresentações. Recordo-me também, que um dos seus sonhos era aprender a ler e escrever, principalmente o nome e a tabuada. Isto certamente o motivou a ser aluno destaque no Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), que funcionava a noite na Escola Estadual Major Oliveira, nos anos 70.
Seu momento difícil foi cuidar da mãe que ficou por muito tempo imobilizada numa cama. Chico nos deixou no início da década de 90, por morte súbita. Será sempre lembrado carinhosamente por todos nós, que tivemos oportunidade de conhecê-lo na sua essência, como ser humano, amigo das pessoas e da natureza.
Que o bondoso Deus o abençoe onde ele estiver. Hoje, homenageio neste blog aquele que foi um grande e fiel amigo. Tive a felicidade de registrar esta foto em 1987 no terreiro da casa onde ele morava. Na foto Chico está ao lado do garoto João Paulo.
Bendito Seja Chico de Fé!
“O caboclo roceiro e pacato,
estudante da escola rural,
traz nos olhos o verde do mato
e no peito o diploma Mobral.”
Versos-música: Tonico, Tinoco e José Caetano

domingo, 4 de outubro de 2009

" bom público na cavalgada"

Ilhéus do Prata recebe bom público na cavalgada

Nos dias 3, 4 e 5 de julho foi realizada no distrito de Ilhéus do Prata a 17ª cavalgada, marcada pela presença de um bonito público durante os três dias de festa. O local do evento recebeu uma excelente estrutura. Shows e concurso de marcha marcaram a cavalgada que foi realizada pela prefeitura com apoio da Câmara Municipal e comunidade de Ilhéus.

nota publicada no jornal tribuna do Prata em agosto de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

"Uma Comunidade Inigualável"

Recentemente, recebi uma mensagem do nosso conterrâneo e amigo, Aurélio Vieira , onde dizia:

" Serginho..., o texto em anexo, eu guardo desde a publicação, por acreditar que poderia muito bem ter sido escrito por um ilheusense; a semelhança entre as comunidades é muito grande. Achei que ficaria bem no Blog."

Muito legal o texto e tem sim, similaridade, que nos faz recordar nossa terra. Aliás, o distrito de Teixeiras é próximo ao distrito de Ilhéus do Prata. A foto em anexo é a Igreja de Teixeiras.

Uma Comunidade Inigualável

Alguns quilômetros de estrada de terra, muita poeira e uma vasta paisagem verde carregada de bucolismo. Muitas paradas para descer ou subirem viajantes com suas compras feitas ou visitas realizadas. Bambuais contornam as curvas, pontes sobre os córregos que correm em direção ao ribeirão e o ônibus passa uma, passa outra, dobra uma curva, dobra outra e vai deixando seu rastro empoeirado para trás. Pouco a pouco um cheiro de hospitalidade vai sendo trazido pelo vento da tarde. O coração cresce de certeza e o corpo todo é tomado por um grande prazer face ao retorno.

A torre da igreja a apontar por detrás de um morro é o primeiro indício de que a chegada se aproxima. Todos os passageiros começam a retirar suas bagagens e a campainha do ônibus toca de ponto em ponto. Finalmente eu desço naquela terra. Uma alegria incontida se apossa de mim. Na porta da casa alguém me espera e é com prazer incomensurável que eu adentro. Sinto-me da família, á vontade. Procuro me acomodar perto do fogão de lenha para espantar o frio e a cozinha é toda invadida por falas, momento para se colocar a conversa em dia. Uma travessa com biscoitos caseiros é colocada sobre a mesa, café feito na hora. De repente já não somos mais só nós, a minha chegada fora anunciada e muitos vão até lá desejarem-me boas –vindas. São amigos, conhecidos, ex-alunos, todos para levarem a cordialidade e a demonstração de prazer com a minha presença.

Saio pelas ruas da comunidade. Cumprimento um, outro e mais outro. Sou conhecida, como se ali tivesse morado uma vida inteira e agora retornasse. Um convite para a cervejinha numa das barracas, outros convites para almoço no dia seguinte, proposta para pernoite em várias residências e a impossibilidade de retribuir a tanto acolhimento afetuoso!

A noite chega trazendo com ela o clima de festa. É cavalgada! O som do ambiente repercute até o centro. Alojamo-nos numa mesa que repentinamente se transforma em duas ficando repleta de pessoas. Enquanto a poeira subia, era impossível se aquietar no assento. Sempre um convite para a próxima dança. O clima festivo se misturava com o da amizade consistente.

Esta comunidade é Teixeiras, oficialmente registrada no mapa como distrito de Cônego João Pio pertencente ao município de São Domingos do Prata. Há várias cavalgadas me faço presente, não pela festa em si, mas pela oportunidade de reencontrar as pessoas queridas que são todas, sem distinção. Teixeiras não constitui apenas um espaço geográfico no mapa, mas também um espaço conquistado no meu coração. Quando lá estou, sinto-me em casa e quando parto, deixo lá um pedaço de mim. Este pedaço deixado faz-me retornar sempre que possível, sem precisar de subterfúgios para justificar minha presença. Ali me sinto gente, a usufruir de uma qualidade de vida indescritível!

Penalizada fico com o anuncio da minha partida. Volto para casa, mas trago Teixeiras comigo nas lembranças agradáveis quando da minha estadia, no sono atrasado pela preponderância da vigília justificada pelo bem estar em dividir aquele espaço genuíno com seus habitantes. Evito citar nomes porque todos merecem destaque por serem pessoas lindas, acolhedoras, amáveis, independendo das condições materiais de existência de cada uma.

O tempo passa, mas Teixeiras jamais passará. Será sempre presença vívida em mim que ora se estende na pessoa do meu filho que a considera com a mesma profundidade de sua mãe.

Texto escrito por Lucia Helena de Carvalho
Publicado no Jornal Bom Dia, em 28 de junho de 2000, nº 501. João Monlevade - MG.

Foto: arquivo pessoal. Não acompanha o texto publicado na matéria.

sábado, 15 de agosto de 2009

Ponte após a enchente

Como podemos observar, a ponte foi provisoriamente reposicionada em seu local, após a surpreendente enchente ocorrida no dia 11 de fevereiro deste ano. Apesar de reduzir os riscos para as pessoas, são necessárias ainda melhorias que garantem mais segurança para o trânsito de veículos, principalmente caminhões e ônibus.


domingo, 9 de agosto de 2009

Arquivo Público Mineiro 1896

O documento acima foi extraído do Arquivo Público Mineiro publicado em revista do ano 1896, relatando a fundação do distrito de Ilhéus do Prata. Esta cópia foi transcrita e cedida carinhosamente pelo nosso amigo, Ailton Petrônio de Castro, por ocasião das comemorações do centenário de Ilhéus. Em 1991, Petrônio exercia o cargo de Vice Prefeito de São Domingos do Prata. Aproveitamos a oportunidade para registrar nosso agradecimento desta gentileza, que tem um significado histórico muito grande para o povo de Ilhéus do Prata.

A transcrição preserva a linguagem da época. Para visualizar melhor e ampliar a imagem, dê um click sobre o documento.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Casas e Ruas

Inicio da rua da Baixada
Vista sobre a ex casa do Sr.Tonico Bastos - fundo rua de cima

Vista de moradias da rua da baixada